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Pierre Fayard est professeur à l'université de Poitiers et directeur du Centre franco-brésilien de documentation scientifique et technique (CENDOTEC) de Sao Paulo.
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LES LIVRES

Redes de Cooperação Empresarial: Estratégias de Gestão na Nova Economia

Livre_balestrin_2 Por Alsones Balestrin & Jorge Verschoore. Prefacio Pierre Fayard

Uma das características da nova economia é o fim da ação isolada das empresas. Com o crescente acirramento competitivo, não há mais como echar as portas para relacionamentos colaborativos com fornecedores, clientes e até mesmo concorrentes. O êxito empresarial na nova economia depende da complementaridade de recursos e esforços. A lógica das redes está no centro dessa transformação nos negócios e na sociedade contemporânea. Assim, as Redes de Cooperação Empresarial são consideradas uma das estratégias eficazes para a competitividade no atual mundo dos negócios.

Os grandes debates no mundo acadêmico e empresarial demonstram que as transformações sócio-econômicas dos últimos anos estão fortemente associadas com a força da inovação e do aprendizado coletivo por meio das redes. A colaboração em massa, ou crowdsourcing, conceito que envolve a inteligência colaborativa para o desenvolvimento de novas idéias, vem sendo adotado de maneira radical para criação de produtos e serviços inovadores. A Wikipédia, o LINUX e o YouTube são apenas
alguns dos exemplos de produtos e serviços que estão reescrevendo o conceito clássico de como produzir, vender e utilizar enciclopédias, softwares e a mídia em geral. Outros exemplos, como os casos da Procter & Gamble e a Toyota se valem da colaboração em rede para fortalecer a inovação em seus produtos, processos e modelos de negócios.

Além dos tradicionais ganhos de redução de custos, ganhos de escala, acesso a soluções e poder de mercado, a idéia central das Redes Empresariais é  de que o Coletivo é mais inteligente que uma empresa individual. Isso é verdade, sobretudo, pela crescente complexidade dos problemas e desafios que a sociedade contemporânea vem experimentando em áreas como a medicina, meio ambiente e bioenergia, por exemplo. Tais problemas exigem soluções que frequentemente fogem da capacidade e dos recursos de um único indivíduo, organização ou país. Prova disso foi o tema central da reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos em 2008: o poder da inovação colaborativa. No encontro, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido e membro do Grupo Fundador do Fórum Tony Blair chegou a afirmar que “O Poder da Inovação Colaborativa é a resposta para os grandes desafios globais que enfrentamos”.

Para melhor ilustrar esse argumento, tomamos, por exemplo, os atuais avanços no conhecimento e em áreas como a medicina, química e física – campos de maior complexidade. Em uma rápida visita ao site da Fundação Nobel, podemos observar que nas últimas dez edições do Nobel – 1998 a 2007 – a láurea foi concedida ao esforço coletivo de dois, três ou mais pesquisadores, em 90% das vezes para as áreas da física e medicina e em 70% das vezes para a área da química.  Ao comparar com as primeiras 30 edições do Nobel – 1901 a 1930 – verifica-se que naquela época a grande maioria das premiações era concedida para um único pesquisador. Somente 6% das premiações na química, 16% na medicina e 20% na física foram concedidas para um grupo de dois ou mais pesquisadores. Esse exercício simples nos traz evidências de que a construção do conhecimento de mais alta complexidade e valor também vem se deslocando de um esforço individual para coletivo.

Ao abordar esse tema alguns questionamentos naturalmente surgem, principalmente para empresários e gestores: Como desenvolver redes de cooperação empresarial? É possível gerenciá-las? Como ampliar a competitividade e obter resultados por meio delas? Como se valer das redes para  desenvolver aprendizado e inovação? Inspirado em conceitos atuais de gestão e em iniciativas de empresas e redes, o livro “Redes de Cooperação Empresarial: Estratégias de Gestão na Nova Economia”  aborda essas questões através de uma estrutura lógica de teorias e casos práticos, objetivando proporcionar ao leitor uma visão aprofundada do tema e um ferramental prático de gestão. Por se tratar de uma obra
voltada aos negócios, a cooperação em rede será tratada como uma estratégia que gestores e empresários poderão utilizar frente aos atuais desafios competitivos.

O livro é fruto de uma década de pesquisas acadêmicas e de atuação profissional na formação e gestão de redes de cooperação empresarial. Pretende-se contribuir para a compreensão dos conceitos fundamentais das redes empresariais, dos ganhos que proporcionam e, sobretudo, dos fatores que envolvem o seu estabelecimento e a sua gestão. O livro é dirigido aos empresários, aos gestores e demais interessados no tema, bem como aos alunos de graduação e pós-graduação dos cursos da área de administração e economia.

“Redes de Cooperação Empresarial: Estratégias de Gestão na Nova
Economia”,    Editora Bookman, Porto Alegre, 2008.

Sun Tzu & Management

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O pensamento estratégico chinês,

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Um pensamento que elevou a um nível incomparável a aplicação do princípio estratégico econômico

(…) As armas são instrumentos de mau agouro

Força e violência não são as melhores formas de alcançar seus objetivos (...) Quanto mais nos opomos firmemente a um adversário, mais reforçamos o ponto de apoio de sua mobilização e de sua determinação, maior o preço para vencê-lo ! (...) – Em vez de gastar seus recursos, é vantajoso mobilizar os dos outros, até os de seus adversários, e conservar os próprios para obter outros proveitos. (…) – A verdadeira vitória vem da astúcia e seu processo é invisível. (...) constatamos seus efeitos quando estão consolidados! (…) – Na falta, ou insuficiência de tecnologias, de recursos financeiros, de pessoal, de serviço comercial, de redes de distribuição... tomar emprestados os dos outros, instrumentando suas estratégias s (ver estratagema n° 3 – O potencial dos outros). (…)

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A arte da guerra é como a água que foge das alturas e preenche as depressões !

(…) Uma altura constitui uma resistência, um obstáculo a ultrapassar; logo, é dispendiosa. Um declive representa uma vulnerabilidade e um fator de aceleração do movimento. Adaptando-se ao terreno, desposando os contornos das situações que encontramos, agimos com as características do ambiente, que transformamos em vantagens (...) – Em vez de se impor externamente, a conquista é interior, com a cumplicidade do meio. O pensamento chinês tem essência mais estratégica do que tática, mais propensa a considerar o conjunto do que as partes, sempre tomadas em relação ao todo.

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O general não pede a vitória a seus soldados e sim à situação na qual ele os dispõe.

Um soldado não é valoroso ou fraco em si, de forma intemporal, independente e absoluta, mas em função de sua relação com as circunstância nas quais ele se encontra. (…)

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A invencibilidade depende de si e as ocasiões de vitória dos erros adversos.

A primeira tarefa do general é tornar-se invencível obtendo a confiança de suas tropas e de seu povo. Compartilhando suas alegrias e suas tristezas e assegurando um funcionamento harmonioso, ele constitui para si um capital considerável de adesão, de determinação e de mobilização. Além disso, ele não deixará lugar para tentativas de desestabilização por parte de seus inimigos (...) – A sinceridade e qualidade do management interno tornam a organização adaptável, reativa e criativa.

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Atacar em plena luz mas vencer secretamente.

O estrategista dispõe de dois tipos de forças: Zheng, clássica, convencional, visível, e Ji (extraordinária, surpreendente, irregular). Por economia e preocupação com eficácia, iniciar o encontro com meios ortodoxos que atraem e fixam os do outro, mas vencer pegando o dispositivo inimigo desprevenido por uma iniciativa inspirada (…) – Os meios habituais raramente fazem a diferença. Seu movimento previsível pode ser desafiado.

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A inteligência da mudança

O pensamento chinês (...) parte do todo para abordar as partes. Ele busca como prioridade desenvolver a inteligência das situações nas quais os atores se encontram em vez de primeiro considerar seus pontos de vista particulares, suas supostas forças e fraquezas, trunfos e deficiências fixos que os qualificariam de forma imutável independentemente das condições nas quais se encontram.

Essa abordagem, que poderíamos chamar de ambiental, não considera o indivíduo ou a organização como alheios de um mundo no qual se propõe a agir, e sim como parte interessada de um todo. Nessa visão, um ator não conta somente com suas próprias forças, distintas do todo, mas ele as harmoniza com esse conjunto envolvente do qual ele obtém vantagens das evoluções.

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Paradoxo e transformação

O paradoxo e a transformação estão no centro da cultura estratégica chinesa. Ambos evocam o bem conhecido símbolo do yin e do yang. Diversos estratagemas articulam-se sobre um paradoxo: esconder na luz (1), dar para tomar (16), a liberdade das correntes (35)... Aplicar a fraqueza da força, ou seu contrário a força da fraqueza (11), procede simultaneamente do paradoxo e da transformação pois, não somente um se origina do outro mas é também sua perspectiva.

Encontrar a fraqueza na força consiste em não se apegar exclusivamente ao que se vê, ao que é, temporariamente, aqui e agora, mas ao que cria estrategicamente a força ou a fraqueza (ver a água foge das alturas, estratagema n° 2) para trabalhar na montanha (estratagema n° 19), ou seja, antecipando o manifesto (...).

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Sun Tzu, WIKIQUOTE

Sun Tzu

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.

Sun Tzu. Sun Zi (孫子 em pinyin: Sun1 Zi3), conhecido no ocidente como Sun Tzu.General chinês. Autor do livro A Arte da Guerra .

Quem quer se aprofundar no conhecimento do texto clássico de Sun Tzu dispõe de outras versões, que oferecem estudos amplos e comentários. A este último gênero pertence o ensaio "Compreender e Aplicar Sun Tzu" de Pierre Fayard (Bookman, 2006), uma contribuição ao diálogo intercultural em tempos de globalização. O livro baseia-se na comparação da filosofia de Sun Tzu com um outro clássico chinês, o "Livro dos 36 Estratagemas", de autoria múltipla.


·                           "(...) um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados..." - Princípio da Surpresa.

·                           "A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante."

·                           "(...) se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada..."

·                           "(...) qualquer operação militar tem na dissimulação sua qualidade básica..."

·                           "A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota."

·                           "Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas."

·                           "Quando capaz, finja ser incapaz; quando pronto, finja despreparado; quando próximo, finja estar longe; quando longe, façam acreditar que está próximo."

·                           "Mantenha-os sob tensão e canse-os."

·                           "Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar."

·                           "A vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e a moral baixa."

·                           "Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso."

·                           "Se numericamente és mais fraco, procura a retirada."

·                           "É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo."

·                           "É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. Obter uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade."

·                           "O principal objetivo da guerra é a paz."

·                           "Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, alí, ataque com a sua maior força." - Princípio do Emprego Correto da Força.

·                           "Se você descobrir o ponto fraco do oponente, você tem que afetá-lo com rapidez. Capture, inicialmente, aquilo que for muito valioso para o inimigo. Não deixe que seja revelado a hora do seu ataque." - Princípio das Vunerabilidades.

·                           "Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele. Caso contrário, ele lutará até a morte."

·                           "Um grande general não é arrastado ao combate. Ao contrário, sabe impô-lo ao inimigo."

·                           "Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos Tudo é uma questão de organização."

·                           "Na arte da guerra, a melhor opção é tomar o país inimigo intacto. Esmagá-lo á apenas a segunda melhor opção."

·                           "A vantagem estratégica desenvolvida por bons guerreiros é como o movimento de uma pedra redonda, rolando por uma montanha de 300 metros de altura. A força necessária é insignificante; o resultado, espetacular."


Economia de forças e comunicaçao

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Este princípio está estreitamente ligado à comunicação, pois por ela passa o rendimento dos recursos disponíveis para um estrategista que sea de qualquer organização o de sua vida.

Se a concentração no tempo e no espaço da força contra a fraqueza sempre foi preocupação maior da estratégia, isso não significa porém que seja necessário empregar o máximo de seus meios para concretizar suas finalides.

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O princípio de economia consiste em tirar o máximo proveito dos recursos disponíveis gastando o menos possível, afim de alargar as dimensões de sua ação.

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A grande arte da estratégia concentra o mínimo para obter o máximo e esforça-se para que os meios adversos concentrem-se inutilmente em outro lugar e no mau momento. Isso não é concebível em caso de conflito fora de dois trunfos fundamentais : a desinformação e a mobilidade.

Para Julian Corbett[1], a verdadeira concentração é o efeito de uma hábil dispersão no espaço, a nós acrescentaremos, no tempo. Repartir os meios para realizar o maior efeito representa a bússola da economia dos meios, e o fim do fim consiste em utilizar os meios de outros atores dos quais instrumentaliza-se a estratégia.

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Que um pequeno país, com um exército fraco tenha sido capaz de reunir sob seu império as regiões mais cobiçadas da terra e de fazê-lo às custas das maiores potências militares, lá esta um paradoxo que estas potências dificilmente admitem[2].

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Otimizar o uso dos recursos está na base do funcionamento dos impérios onde uma região-centro domina um espaço desmedidamente grande em relação aos poucos meios disponíveis. No final do século XVIII, a desproporção demográfica entre o Reino Unido e a França inclinava-se claramente em favor da França numa proporção de dois e meio, ou seja dez milhões contra vinte e seis milhões. Consciente de sua dependência em relação ao mar, a Inglaterra organiza o conjunto de seus meios num organismo complexo dirigido a partir de um centro comum e bastante elástico para lhe permitir a cobertura de um vasto campo assegurando a sustentação mutua dos diversos elementos [3].

O que os ingleses conseguiram magistralmente sobre o elemento líquido e para além do mesmo, Napoleão Bonaparte, para quem a estratégia se preocupada de cortar as comunicações inimigas, implantou em terra desenvolvendo o princípio divisionário concebido por o Conde de Guibert[4]. Dividir uma massa para torná-la mais adaptável aos perigos e às oportunidades, mais rápida em seus movimentos e mais livre em relação aos obstáculos geográficos não seria possível sem a existência de uma articulação comunicacional que fez o Imperador ter o conjunto do corpo das tropas dispersadas em suas mãos. Um tal dispositivo em rede reforçava a incerteza e o desconforto no campo oposto, incapaz de prever o local da concentração de forças.

O ganho de liberdade de ação resultava da excelência da economia dos recursos. Desta forma, o Imperador criava os primeiros S.I.C.[5], Sistemas de Informação e de Comunicação ou de Comando! A eficácia, em despeito e à causa da dispersão física das divisões de Napoleão[6] só era possível graças ao S.I.C. que lhe permitia, em função da informação e da sua própria genialidade, fazê-los confluir para onde ele identificava uma vulnerabilidade no dispositivo adversário.

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Segundo uma definição clássica, a estratégia cobre a concepção, a geração e a implantação de vias e recursos que concretizam um objetivo perseguido. Nesta perspectiva a economia de forças consiste na arte de articular as vias e os meios num sistema comunicante permitindo o apoio recíproco, a dispersão e a concentração, e o jogo entre informação e desinformação.

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Como a inclinação faz convergir em uma só massa as pequenas bolas de mercúrio arrastadas pela gravidade, a aplicação do princípio unifica e concentra as energias em torno de um projeto comum. Napoleão pôde concentrar a totalidade de seus meios contra as facções adversárias e esperar a decisão até o dia em que os outros aprenderam suas inovações. Desconectado, Grouchy fica sem causa e inútil quando o Prussiano Blücher chegou a um ponto decisivo chamado Waterloo em 1815! A economia de forças joga em favor dos co-aliados.

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Si, no século XIX, a comunicação permite solucionar a gestão de massas importantes, na virada do século XXI, é ainda ela que assegura a eficácia dos agenciamentos econômicos e financeiros complexos funcionando em tempo real. Mas, com a sofisticação, cresce também a vulnerabilidade dos sistemas, cujas falhas podem desencadear-se em cascata.

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Hoje, as redes de comunicação eletrônica permitem consideráveis ganhos de tempo mobilizando componentes heterogêneos espacialmente dispersos, mas agrupados virtualmente num metasistema orientado. Nós assistimos à reprodução da inovação napoleônica, filha do Conde de Guibert. Distribuído em rede, o sistema não é mais geograficamente localizado e a informação representa o influxo de base desta virtualização do princípio de economia dos recursos.

Diferentemente do S.I.C. piramidal que permite ao imperador manter seu mundo a serviço de sua arte de execução, a concepção horizontal de Arpanet[7] supõe a realidade de uma inteligência distribuída tanto ao nível da captura da informação quanto de seu tratamento[8]. Desta articulação em rede resulta a ação de um só e mesmo organismo nas adaptações em tempo real a serviço de um objetivo específico.

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O objeto da concentração naval, como o do desdobramento estratégico, será de cobrir a maior superficie possível conservando flexibilidade e coesão de forma a assegurar a rápida reunião de duas ou mais partes do organismo em qualquer parte da superfície coberta, à vontade do cérebro diretor e sobretudo uma reunião rápida e segura do conjunto do centro estratégico"[9] .

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As bases de conhecimento que centralizam a informação necessária à condução de um projeto constituem um novo elemento estratégico. A área política, econômica, cultural ou militar, à ele recorrem enriquecendo-o especificamente em função de sua tarefa particular e global para inseri-lo numa sinergia. Em situação de conflito ou de concorrência o diferencial de informação que elas criam jogam com a velocidade e com a efetividade superiores do metasistema do estrategista em relação a seus oponentes.

Dentro de um mundo virtual feito de fluxos, os clássicos da estratégia naval retomam a atualidade. Como sempre "a estratégia adora o vazio"[10] e a virtualidade representa um novo meio de dominar o espaço e de nele  manter uma presença. As comunidades de conhecimento[11] articulam vias piramidais e horizontais de comunicação e mantém seus estoques de dados em interação permanente com os fluxos.

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[1] Julien Corbett, Principes de stratégie maritime, Econômica-FEDN, Paris, 1993.

[2] Ibid

[3] Ibid.

[4] Comte de Guibert, Principede grande tactique, Paris, 1778.

[5] Uma falha deste SIC na madrugada de Waterloo contribui para a sua derrota.

[6] Ver sobre isto as obras de Hubert Camon, La guerre napoléonienne, Paris, ISC-Econômica, 1997 e do General Colin, Les transformations de la guerra, Paris, Econômica-ISC,1989.

[7] Projeto do Pentágono Americano de 1968 que evoluiu para a atual Internet.

[8]  Em La culture stratégique américaine, l'influence de Jomini, Paris, Econômica-FEDN, 1993, Bruno Colson mostra o quanto esta é constituida a partir da interpretação por Jomini dos princípios de Napoleão. E surpreendente de encontrar esta filhação até na Internet.

[9] Julien Corbett, op.cit.

[10] Comprender e aplicar Sun Tzu.

[11] Le réveil du samourai, Pierre Fayard, 2006.

Liberdade de ação e informação

Na estratégia,

a liberdade de ação representa

tanto um objetivo

como um princípio diretor.

Para André Beauffre, a luta das vontades conduz até uma luta pela liberdade de ação, cada um procurando conservá-la e privá-la ao seu adversário. Para Ferdinand Foch, ela mede o grau de independência de um ator em relação ao nível de pressão de seu ambiente e ou em relação a um ou vários outros atores. Representa a possibilidade de agir como se quer, à vontade, e apesar do inimigo. Quanto mais o estratega dispõe de um numero importante de alternativas e pode determinar-se soberanamente, mais a sua liberdade de ação é grande e vice-versa.

A liberdade de ação é relativa e é objeto de uma preocupação permanente.

Ela repousa na inteligência das situações cujo ingrediente fundamental é a informação e o conhecimento. Para Sun Tzu o conhecimento de si e do outro assegura o êxito de todo empreendimento porque a partir deste conhecimento sabe-se quando, onde e como se engajar ou não se engajar. A conquista da liberdade de ação está tanto ao alcance da mão quanto o nível de informação permite a previsibilidade do comportamento do adversário ou da concorrência. O conhecimento preliminar permite também de instrumentalizar no interior de uma estratégia global, a estratégia dos atores dos quais pode-se ler claramente o jogo.

A luta pela aquisição da liberdade de ação passa por um combate

a favor da informação no caso do predador

e contra a informação no caso da presa.

A liberdade de ação é com freqüência inversamente proporcional à incerteza, como ilustra a relação entre presa e predador. A serviço de sua sobrevivência, o caçador procura tornar previsível o comportamento do caçado para concentrar-se somente lá e quando ele estiver em condições de realizar seu objetivo sem desgastar-se inutilmente.

A partir de sua observação, ele realiza um tratamento de dados que modeliza o comportamento de seu alvo visando torná-lo calculável e previsível. Este procedimento racional se estabelece a partir da computação dos hábitos e necessidades da presa. Mas, face à estratégia do caçador, a sobrevida do caçado passa precisamente por um comportamento irracional.

A liberdade da presa repousa em uma conduta sem lógica que a torna incapturável e sobre uma névoa que ruína as esperanças do predador. A presa usa a desinformação, a decepção e a intoxicação se apoiando nas expectativas do predador. Como o caçador revela sua estratégia que é de se apoderar da presa, esta última desenvolve sua liberdade mascarando-a com sinais enganadores.

Em uma competição, a margem de liberdade de ação

se adquire positivamente através da informação sobre o mundo,

e negativamente interditando o acesso a essa informação.

Mergulhar o outro na incerteza quanto às suas próprias opiniões, impedi-lo de ver e de tirar proveito de suas observações, esgotá-lo e obrigá-lo a se preparar para todos as ocasiões sem ser bom em nenhuma delas.

Mas se a informação para si e sua privação para o outro representa uma condição necessária à liberdade de ação em caso de conflito, ela não chega a ser suficiente. Os jogadores de xadrez sabem que um erro tático, ou seja, localizado, pode ser fatal mesmo em despeito de um desequilíbrio estratégico, global nitidamente favorável. Pode acontecer que, ao se aproveitar de rítmicas e intervalos estreitos, um jogador em péssima posição reverte uma situação que parecia desesperada. Um “ xeque-mate ” é freqüentemente a sanção de uma vigilância adormecida por uma dominação evidente.

A preocupação do aumento permanente da liberdade de ação não pode deixar que se esqueça o objetivo concreto da decisão e/ou da mudança qualitativa. Foram necessárias cem horas de ação por via terrestre para por fim à guerra do Golfo, mas esta rapidez pressupõe sete mil horas de preparação prévia e mil horas de operações aéreas para arrasar os sistemas de comunicação e de comandos iraquianos. Tal como a estratégia, a informação e a comunicação não representam um fim em si mesmas.

Estratégias chinêsas

I – Estratagemas de hegemonia

1.     Esconder na luz / Enganar o céu para atravessar o oceano – O que é familiar não atrai nossa atençãoA carta roubada de Edgar Poe é visível, não sendo, pois, secreta.

2.     A água evita as alturas / Sitiar Wei para salvar Zhao – Construir a vitória conformando-se aos movimentos do inimigo A ofensiva de Wei sur Zhao cria a oportunidade de um ataque no vazio da defensa se sua capital.

3.     O potencial dos outros / Matar alguém com uma faca emprestada – Si quieres realizar algo, faz com que teus inimigos o façam por tiRealizando seus trabalhos de maneira  consciente, pesquisadores, médicos e jornalistas colaboram de maneira inconsciente aos objetivos de um grupo farmacêutico.

4.     Os vasos comunicantes / Poupar energia enquanto o inimigo se mata de cansaço – O estrategista atrai o inimigo e não se deixa atrair por ele O presidente candidato à reeleição, espera que os outros candidatos esgotem seus trunfos antes de se declarar conhecedor de causa e de vencê-la.

5.     O caos fértil / Saquear uma casa que esta em chamas – A tarefa primeira do general é tornar-se insensível. As ocasiões de vitórias são fornecidas pelos erros adversários Um político ambicioso se engaja no campo vencido (vazio) pois mais êxito obterá no médio prazo do que na vitória.

6.     A estratégia adora o vazio / Simular um ataque ao leste, mas atacar o oeste – Aquele que sabe quando se envolver faz com que o outrro ignore quando se defenderA cidade cercada que espera, faz muito tempo, conhecer a direção da ofensiva, não é mais crítica em relação aos sinais que ela então recebe.

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II – Estratagemas do fio da navalha

7.      Criar a partir de nada / Criar algo de nada – Tudo no universo foi criado a partir de algo, por sua vez, foi criado de nada – O  conselheiro desempregado cria uma ilusão que suscita um movimento que o torna rico e então indispensável.

8.      Vencer na sombra / Fuga secreta por Chen Cang – Atacar em plena luz do dia, vencer em segredoO Reino da Montanha realiza ostensivamente o reparo do ponto de conexão com o Reino da Planície, e depois o invade a partir de um caminho íngreme.

9.      Aproveitar-se da cegueira / Observar o fogo do outro lado do rio / O bom estrategista domina a arte do tempo – O Martin Pescador Martin e a ostra ficam obstinados em relação ao seu conflito, a coruja e os camarões os devoram no final.

10.  O sorriso do tigre / Uma adaga embainhada em num sorriso – A boca é tão doce quanto o mel, mas o estomago é tão perigoso quanto o sabre – O ditador manda executar publicamente quem lhe aconselha atacar seu vizinho, e depois anexa este último.

11.  Ganha quem sabe perder / A ameixeira morre no lugar do pessegueiro – Sacrificar os detalhes para realizar as grandes metas – O sacrifício consentido do fraco anula a principal força contrária e cria as condições da vitória.

12.  A sorte se constrói / Roubando um bode pelo caminho – O carneiro está lá por acaso, mas não é por acaso que o pegamos – O candidato à estagiário adapta sua proposição em função da atualidade da empresa que ele descobre.

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III – Estratagemas de ataque

13.  A tenaz dos elogios / Bater no capim para assustar a cobra – Elevar com elogios e depões prender com tenazes – Qualificando de cavalo o cervo que ele oferece ao rei, o conspirador é capaz de identificar seus aliados na corte: os que declaran que é um cervo!

14.  O potencial do passado / Tomar um cadáver emprestado para ressuscitar uma alma – Aquele que ainda pode sua propia conta não se deixa usar. Aquele que não pode fazer nada suplique que o usem – Visitada em sonho, Jerusalém se transforma em cidade sacra da nova religião.

15.  A vitória pela situação / Atrair um tigre para fora de sua toca na montanha – O general não pede a vitória a seus soldados, mas a situaçãoXénophon dispõe o restante de sua tropa atrás da montanha para vencer psicologicamente os persas.

16.  Soltar para pegar / Soltar o inimigo para recapturá-lo depois – Antes de desconstruir, deve-se construir; antes de enfraquecer, deve-se consolidar; antes de tomar, deve-se dar – Uma brecha no cerco cria uma esperança crescente que enfraquece a vontade dos cercados de lutar.

17.  Chumbo por oro / Atirar um tijolo para conseguir um jade – Conceder uma vantagem momentânea para garantir uma vitória duradoura posterior – Seduzindo a secretária, o pesquisador obscuro consegue encontrar-se com uma sumidade científica.

18.  O peixe apodrece pela cabeça / Desbaratar os bandidos prendendo o líder – Saber modelar o espírito do general adverso – Associando-se aos doentes, o grupo farmacêutico adquire o conhecimento tácito daquilo que lhes afeta.

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CONCLUSAO

19.  Grandeza da fuga / Fuga - a melhor trama – Uma boa retirada vale mais que um mau combate – Encurralado, Mao Tsé Toung engaja-se na Longa Marcha,  que lhe assegura os meios de um renascimento futuro.

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Do livro: Compreender e aplicar Sun Tzu. O pensamento estratégico chinês: uma sabedoria em ação. Pierre Fayard – Ed. Bookman, Porto Alegre, Brasil,  2006.

Comunidades de conhecimento no Japao

O conceito de ba foi introduzido em 1996 por Ikujiro Nonaka e Noburo Konno. Desde então, exerce um papel fundamental sobre a maneira japonesa de criação de conhecimento, sendo que aos poucos esse conceito começa a fazer parte dos jargões utilizados na literatura especializada de KM (Knowledge Management), fora do arquipélago japonês. Sendo que a abordagem japonesa sobre os conceitos de KM se encontra distinta da norte-americana, essa fortemente orientada sobre as tecnologias de informação (IT oriented). Esses conceitos carregam forte significado da cultura japonesa e torna-se, muitas vezes, de difícil compreensão por meio da linguagem ocidental, utilizando termos únicos, claros, distintos e sem ambigüidades. Portanto, a presente contribuição artigo propõe a expressão Comunidades Estratégicas de Conhecimento como uma possível versão ocidental equivalente ao conceito de ba.

Para saber mais sobre o tema: http://nikkeypedia.org.br/index.php?title=Gestao_de_conhecimento

Clássico chinês é base para estimular potencial criativo

Escritor analisa o pensamento estratégico por meio de obra de Sun Tzu

ÓSCAR CURROS

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SAO PAULO / 13 de agosto de 2006


Ao observar a época em que o livro "A Arte da Guerra" foi escrito -no século 4 a.C.-, é fácil entender o porquê de a obra do chinês Sun Tzu ser encarada, à primeira vista, como anacrônica e de pouca utilidade para o atual mundo dos negócios.

Essa perspectiva, porém, vem sendo contrariada por muitos empresários: o clássico transcendeu o espaço e o tempo para virar um best-seller internacional e ser adotado por líderes de todo o planeta.
Tanto é que não faltam versões da obra em português. Por ser um livro de complexa assimilação, destacam-se as edições mais didáticas, que o contextualizam e o explicam.

Os pragmáticos devem optar por abordagens diretas: textos que exploram suas possíveis aplicações em áreas diversas -sobretudo em marketing.

Mas quem quer se aprofundar no conhecimento do texto clássico de Sun Tzu dispõe de outras versões, que oferecem estudos amplos e comentários (leia mais no quadro ao lado).
A este último gênero pertence o ensaio "Compreender e Aplicar Sun Tzu", uma contribuição ao diálogo intercultural em tempos de globalização.

O discurso do francês Pierre Fayard flui em estilo ágil, trazendo casos que exploram de negociações comerciais e vida cotidiana a contos tradicionais. Essa variedade ajuda a mostrar o potencial criativo do pensamento estratégico chinês.

Fayard é professor da Universidade de Poitiers, na França, e diretor do CenDoTec (Centro de Documentação Técnica França-Brasil).

O livro baseia-se na comparação da filosofia de Sun Tzu com um outro clássico chinês, o "Livro dos 36 Estratagemas", de autoria múltipla. Desta obra, o autor seleciona 19 estratagemas, entendidos não como uma "ciência exata", mas como uma "arte arriscada".

Tais modos estratégicos diferenciam-se de concepções ocidentais, como o "jeitinho brasileiro", já que sua visão é mais para o longo prazo. A tradição chinesa entende a realidade como uma transformação constante, na qual interagem dois princípios opostos e complementares: o ying e o yang.


Editora: Bookman

N-º de págs.: 119

Quanto: R$ 28

Palestra sobre Compreender e aplicar Sun Tzu

com Pierre Fayard

na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Sao Paulo

Seguido de  lançamento de livro

Quinta-feira, 27 de abril às 19:30


Livro: COMPREENDER E APLICAR SUN TZU

Editora: BOOKMAN Editora

Autor e Palestrante: Pierre Fayard

Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP - Loja 151/tel 11- 31 70 40 33

Pierre Fayard nos fornecerá neste encontro, retomando pontos essenciais de seu livro COMPREENDER E APLICAR SUN TZU, as chaves para a compreensão do pensamento estratégico chinês, tão em voga desde que o livro A arte da guerra, de Sun Tzu, escrito há mais de 2.500 anos, tornou-se um best seller, lido e citado por líderes, empresários, administradores, publicitários, militantes, militares e até treinadores esportivos.


Através desta palestra e de seu livro, Pierre Fayard vai nos ajudar a entender o pensamento estratégico chinês clássico, profundamente marcado pelas características filosóficas e históricas do país. E, inspirado nos conceitos chineses de estratégia, encontrar um conjunto de princípios que podem ser adotados tanto na vida pessoal quanto profissional, baseados sobretudo no entendimento do outro e do mundo. Segundo o Sun Tzu, o estrategista que consegue perceber as intenções de seu adversário e entendê-las já tem parte da luta ganha. Para isso torna-se fundamental o conhecimento que temos do outro, da natureza de suas comunicações internas e com o seu ambiente.


Sobre o autor:

Nascido no Senegal em 1951, formou-se em Ciências da Informação e Comunicação na Universidade de Grenoble, na França. Em 1987, defendeu tese de doutorado sobre as mutações da comunicação pública das ciências e das técnicas.
Em 1988, integra a Universidade de Poitiers e participa da criação do LABoratório de Pesquisa em Comunicação e Informação Científica e Técnica (LABCIS), que dirigiu até 2004.

Foi professor-visitante nas Universidades espanholas de Pompeu Fabra, em Barcelona (1997-2004), e de Salamanca (1998-2003).Co-fundador (1989) e primeiro presidente da rede internacional PCST, Public Communication of Science & Technology, Entre 1994 e 1996, deu início à criação do primeiro Mestrado Profissional francês em Inteligência Econômica, que dirigiu entre 1998 e 2001, e onde lecionou a abordagem comparada das culturas da estratégia.

Entre 2001 e 2003, pesquisou o impacto da cultura estratégica japonesa nos caminhos da gestão do conhecimento nas organizações daquele pais. Desde setembro de 2004, é Diretor do CENtro franco-brasileiro de DOcumentação TEcnológica e Científica (CenDoTeC), localizado na Cidade Universitária de São Paulo.

Ediçaõ em portuguès

Compreender e Aplicar SUN TZU

Bookman, Porto Alegre, R.S., marzo de 2006


Pierre Fayard oferece neste texto as chaves para a compreensão do pensamento estratégico chinês, tão em voga desde que o livro A arte da guerra, de Sun Tzu, escrito há mais de 2.500 anos, tornou-se um best seller dos dias atuais, lido e citado por líderes, empresários, administradores, publicitários, militantes, militares e até treinadores de deporte.

Público-alvo: Líderes políticos, formadores de opinião, empresários, executivos, gerentes e todos os profissionais das áreas pública e privada interessados em conhecer e se adequar à realidade dos mercados mundiais.

O autor é professor titular na Universidade de Poitiers, França, e atual diretor do Centro Franco-brasileiro de Documentação Tecnológica e Científica, localizado na Cidade Universitária de São Paulo.

Três razões para comprar: Compreensão da cultura chinesa: o texto ajuda a entender o pensamento estratégico chinês clássico, profundamente marcado pelas características filosóficas e históricas do país. Princípios de ação: inspirado nos conceitos chineses de estratégia, o leitor encontrará um conjunto de princípios que podem ser adotados tanto à vida pessoal quanto profissional. Entendimento do outro e do mundo: o estrategista que consegue perceber as intenções de seu adversário e entendê-las já tem parte da luta ganha. É fundamental o conhecimento do outro, da natureza de suas comunicações internas e com o seu ambiente.